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Astrologia
Esta Velha Senhora...
(por Ivan Freitas Astrólogo - especial
p/ a Revista Esotera)
Um pouco da História desta Arte-Ciência...
Imagine o antigo mundo mesopotâmico por volta
do ano 8.000 a.C. É exatamente neste ambiente
que o homem encontrou na vastidão do céu
um poderoso instrumento de orientação
e observação. A princípio começou
a perceber que determinados eventos eram formados por
ciclos, que iam e voltavam numa infinita espiral evolutiva.
Foi assim que estabeleceu períodos para as suas
atividades, pois entendeu que debaixo do céu
havia um tempo certo para todas as coisas e que
os eventos obedeciam uma determinada ordem de correspondência.
Mas foi só no Antigo Egito que o sábio
Hermes Trimegistro estabeleceu este princípio,
formulando o adágio:
"- O que está
embaixo é como o que está no alto;
o que está no alto é como o que está
embaixo,
no milagre de uma só coisa."
Assim temos o princípio básico desta
Arte-Ciência que conhecemos hoje pelo nome de
Astrologia.
Mistério para alguns, fonte de pesquisas e estudos
para outros e pura crendice para outros
tantos, o Estudo Astrológico segue seu caminho
como uma poderosa ferramenta de auto conhecimento através
dos milênios. A Astrologia pode até ser
confundida pelo leigo com um oráculo como
o Tarot, os Búzios, as Runas, o I Ching e tantos
outros instrumentos de investigação do
inconsciente mas ao contrário destes valiosos
instrumentos, a Astrologia independe de crença
ou pré disposição mental-espiritual
para ser apresentada ou manifesta ao leigo, ou seja,
você não precisa acreditar em Astrologia
para que ela possa revelar seus encantos e desígnios
e começar a funcionar em sua vida.
Oriunda da observação dos corpos celestes
e suas correspondências e efeitos no mundo físico,
a Astrologia necessitou num determinado momento da história
de outra poderosa ferramenta a matemática
afim de que ficasse estabelecido o padrão
dos movimentos dos planetas no céu, o que é
conhecido hoje como Mecânica Celeste. Só
assim então, os antigos escribas e sábios
matemáticos conseguiram determinar os ciclos
e os períodos desta dança cósmica
com exatidão, formulando tábuas planetárias
(as Efemérides) que indicam em que setor do céu
o planeta está localizado num período
do tempo.
Antes da Idade Média este estudo do simbolismo
planetário e do calculo da mecânica celeste
eram uma só coisa. Mas, como bem sabemos,
houve o momento da divisão dentro de um mesmo
estudo. Nascia assim então a Astronomia. Os sábios
matemáticos daquela época não desejavam
de forma nenhuma enfrentar as fogueiras da Inquisição
ou serem confundidos por compactuar com outros estudiosos
que enxergavam nos céus e no posicionamento dos
planetas correspondências com o destino do homem.
Se auto denominaram então cientistas,
detentores de uma ciência exata e matemática
e deixaram que seus colegas fossem rotulados como místicos
ou integrantes de um grupo de pessoas que faziam parte
de algo muito próximo ao que a Igreja da época
realmente perseguia e abominava...
Mas não podemos deixar de destacar que tal fato
só contribuiu para o fortalecimento e a divulgação
desta mesma Astrologia através de notáveis
nas áreas das ciências de Hipocrates,
Ptolomeu, Copérnico, Tycho Brahe, Johannes Kepler
a Carl Jung ou Albert Einstein, a Astrologia encontrou
seu espaço dentro do mundo moderno, e há
muito tempo deixou de ser um instrumento nas mãos
de poucos neófitos ou de domínio e sapiência
de imperadores, reis e do próprio clero no exercício
e na manutenção do poder através
do conhecimento dos movimentos dos astros no céu.
Ela foi aos poucos sendo popularizada e hoje é
muito comum que muitos já tenha entrado em contato
com este estudo através da confecção
de sua Carta Astrológica (Mapa Astral).
Foi no final dos Anos 20 com a depressão oriunda
da quebra da economia norte-americana e consequentemente
mundial, que a Astrologia foi confundida
com um outro tipo de estudo que também fala dos
astros e dos signos a Horoscopia. A palavra Horóscopo
vem do grego "horoskopos" e significa olhar
de perto, considerar a hora. Naquela época a
mídia impressa descobriu que poderia utilizar
os textos dos horóscopos para os doze signos
como um mecanismo de alento ou de incentivo as pessoas
de um modo genérico e amplo, e que teriam a função
de indicar tempos melhores dentro do cotidiano. Assim
nasceu o horóscopo de jornal tal
qual conhecemos até os dias de hoje.
É claro que a Horoscopia ajudou a popularizar
a Astrologia..., mas isso teve um preço muito
alto. O primeiro estudo tem a proposta de indicar dentro
de períodos mensais marcados pela posição
do Sol no seu caminho pela Roda Zodiacal um prognóstico
amplo e genérico, dividindo as pessoas em doze
tipologias (os Doze Signos Solares). Já a Astrologia
individualiza o homem pelo estudo da Carta Astral como
um todo, não só levando em consideração
a posição mensal do Sol, mas sim de todos
os outros corpos celestes que compõem o nosso
Sistema a Lua, Mercúrio, Vênus,
Marte, Júpiter, Saturno, Netuno, Urano e Plutão
bem como os aspectos (ângulos) formados
entre eles e as Casas Zodiacais. Também a Astrologia
leva em consideração as coordenadas de
tempo e espaço de um indivíduo
dia, mês, ano e hora de nascimento e local (cidade,
estado, país) onde o mesmo nasceu.
Mas que fique bem claro: um estudo não invalida
o outro! São apenas instrumentos diferentes,
onde um generaliza e o outro individualiza o homem e
sua interação com o cosmo e o meio em
que nasceu e vive.
Sendo assim com o passar dos anos a Astrologia teve
o seu nome seriamente comprometido junto aos meios de
comunicação e o público em geral.
- Você acredita em horóscopo???
Tal frase funcionava como um certo tipo de estigma junto
aquelas pessoas que não conseguiam discernir
entre uma prática e outra ou sequer tiveram o
interesse de procurar conhecer suas diferenças
e propostas.
Somado a isto tivemos também o fato que dentro
de uma redação de jornal, por exemplo,
qualquer um poderia confeccionar o horóscopo
do dia. Sabemos hoje que em várias redações
tal prática chegava a ser uma espécie
de castigo para o jornalista, que além
de suas atribuições em redigir notícias
do cotidiano ainda tinha que encontrar criatividade
suficiente para compor os textos diários para
os doze signos do Zodíaco...
Mas graças ao empenho e o amor pela profissão,
vários de nossos colegas astrólogos ao
redor do mundo estão conseguindo mudar este panorama,
não só no esclarecimento do público
em geral sobre o que é a Astrologia mas também
hoje em dia é muito comum você encontrar
a assinatura ou as referências do profissional
que é o responsável por uma coluna de
Horóscopo num jornal. É um pequeno passo,
mas uma importante conquista para a classe!
Mapa Astral: O que é e para que
serve...?
Talvez a forma mais prática de você entender
definitivamente o que é uma Carta Natal
ou um Mapa Astral é imaginar
que quando você estava nascendo existia um fotógrafo
presente na mesma sala. No momento que você foi
retirado do ventre de sua mãe este mesmo fotógrafo
foi até a janela da sala e com uma máquina
fotográfica apontada para o firmamento conseguiu
registrar as posições dos planetas naquele
instante batendo uma chapa. O resultado, ou seja, a
fotografia do céu no momento do seu
nascimento seria o que poderíamos chamar de Mapa
Astral.
É claro que isto é uma alegoria para
que você possa entender o processo. Mas no fundo
o que o astrólogo possui são os instrumentos,
técnicas e a didática para confeccionar
e interpretar as posições dos astros no
dia, mês, ano, hora e local que você nasceu.
Lembremos do que disse Hermes Trimegistro: "- O
que está embaixo é como o que está
no alto; o que está no alto é como o que
está embaixo, no milagre de uma só coisa".
Logo, seu nascimento é um evento único
e terá uma correspondência e uma influência
no meio que você vive até o fim de seus
dias neste plano terrestre.
Num Mapa Astral estão descritos
em uma forma simbólica elementos básicos
sobre uma personalidade como sente; como percebe
o mundo a sua volta; como lida com o mundo material,
com a família, com os amigos, com o par amoroso,
com os estudos, com o trabalho, com a profissão,
com o meio ambiente. Quais são as suas formas
de ação, de expansão, de retração.
Como é o seu potencial interior, seus medos,
seus receios, suas virtudes e deficiências.
É de posse destas informações
que o astrólogo consegue traçar tendências
para um processo evolutivo com o auxílio de várias
técnicas astrológicas. Na verdade o astrólogo
tem a função de um consultor que traduz
para seu cliente quais os caminhos mais seguros para
determinadas finalidades através da avaliação
e análise de um tema astrológico. É
bom deixar bem claro que a Astrologia ou o astrólogo
não possuem a função de adivinhar
ou determinar nada na vida de outro ser humano! Aqui
o conceito de livre arbítrio é fundamental
e deve ser exercido em sua total plenitude.
A função deste estudo milenar e seu profissional
é a de indicar quais serão as tendências
dos eventos que estarão relacionados com seu
cliente afim de que o mesmo consiga traçar um
caminho seguro para sua jornada cotidiana. O próprio
nome diz: mapa. E para que serve um mapa
no final das contas? Não seria justamente para
que alguém possa encontrar os melhores caminhos
para chegar em algum lugar com uma certa margem de segurança?
Pois bem, no caso da Astrologia este caminho é
o auto conhecimento, peça fundamental para a
nossa jornada nesta Nova Era e neste início de
Novo Milênio.
Ivan Freitas é Astrólogo
Profissional e Delegado Regional do Sindicato dos Astrólogos
do Estado de São Paulo (SAESP).
Consultório: (11) 4362-3725 ou (11) 9347-8067
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